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Saiba quanto um garçom custa de verdade
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Custo mensal total do funcionário
R$ 3.474,91
Do seu bolso: R$ 2.874,91, 1,69× o salário registrado
Estimativa simplificada: sem INSS patronal de 20% (Simples I–III recolhe a CPP no DAS), sem adicional noturno/insalubridade e sem DSR sobre gorjeta. Horas extras habituais entram com DSR (~1/6) e geram encargos. Confirme com seu contador e a convenção coletiva.
Compare: totem de autoatendimento por R$ 450,00/mês
Garçom CLT (calculado acima)
R$ 3.474,91/mês
Totem Cooki
R$ 450,00/mês · 13% do custo
Ticket médio
+17% ≈ +R$ 6.800,00/mês
O totem não substitui o time inteiro. Ele assume o caixa e a fila, libera sua equipe para servir e ainda vende mais: nos clientes Cooki, o autoatendimento aumenta o ticket médio em 17% em média (ninguém tem vergonha de pedir bacon extra para uma tela). O tablet de mesa completa o combo, com o cardápio na mão do cliente.
De onde vem o custo (além do salário)
O holerite é só a ponta. Todo funcionário CLT de restaurante carrega encargos que precisam ser provisionados todo mês para a conta fechar no fim do ano:
| Encargo | % sobre a remuneração | O que é |
|---|---|---|
| FGTS | 8% | Depósito mensal obrigatório |
| 13º salário | 8,33% | 1/12 provisionado por mês |
| Férias + 1/3 | 11,11% | Férias anuais com o terço constitucional |
| FGTS sobre 13º/férias | ~1,6% | O FGTS também incide nas provisões |
| Provisão multa FGTS | ~3,9% | 40% do FGTS em demissão sem justa causa |
| INSS patronal | 0% (3% no MEI) | No Simples (anexos I–III) a CPP já está no DAS |
Somando benefícios típicos (vale-transporte, alimentação), o custo real fica em torno de 1,5× a 1,7× o salário registrado. É por isso que “contratar mais um” precisa passar pela calculadora antes de passar pelo anúncio de vaga.
Por que o MEI mostra +3% se ele paga menos imposto?
Na folha, o MEI tem uma linha que o Simples não tem: 3% de INSS patronal sobre o salário do (único) funcionário (LC 123/2006, art. 18-C). Mas isso não significa que o MEI paga mais imposto, no Simples a mesma contribuição previdenciária existe, só que embutida no DAS e calculada sobre todo o faturamento, o que normalmente custa bem mais que 3% de um salário. Aqui comparamos apenas o custo por funcionário; no total de tributos, o MEI segue sendo o regime mais barato.
Os limites que o MEI precisa respeitar: um único empregado, com salário exatamente no mínimo (R$ 1.621 em 2026) ou no piso da categoria; sem verbas variáveis como gorjeta e comissão (horas extras e adicionais legais podem); e teto de faturamento de R$ 81.000/ano. A calculadora avisa automaticamente quando algum desses limites é ultrapassado.
A taxa de serviço entra na conta (e muita gente esquece)
Desde a Lei da Gorjeta (13.419/2017), a taxa de serviço e as gorjetas integram a remuneração do funcionário. Na prática: o rateio mensal que o garçom recebe gera reflexos em 13º, férias e FGTS. Encargos que saem do seu caixa, mesmo que o dinheiro da gorjeta venha do cliente. Um garçom com R$ 600/mês de rateio custa cerca de R$ 175/mês só de reflexos. A calculadora acima separa o repasse (dinheiro do cliente) do custo do bolso (o que é seu).
“Extra”, freela e diarista: o risco escondido do informal
No food service é comum “chamar um extra” para o fim de semana sem registro. O problema: para a Justiça do Trabalho, o nome não importa, se há habitualidade (todo sábado), pessoalidade, subordinação (você dá as ordens) e pagamento, é vínculo empregatício (art. 3º da CLT). O “freela fixo” é um empregado não registrado.
- O que pode acontecer: reclamação trabalhista cobrando retroativamente salários, 13º, férias, FGTS e horas extras de todo o período; multa de R$ 3.000 por empregado sem registro (R$ 800 para ME/EPP, dobrada em reincidência); responsabilidade integral em caso de acidente de trabalho.
- Trabalho temporário de verdadesó existe via agência registrada no Ministério do Trabalho (Lei 6.019/74), “combinar por uns tempos” não é temporário, é informalidade.
- A saída legal para o movimento de fim de semana: o contrato intermitente (Lei 13.467/2017). Registrado, pago por hora com encargos proporcionais, convocado só quando você precisa. Custa pouco mais que o informal e elimina o passivo.
Conteúdo informativo. Não substitui a orientação do seu contador ou advogado trabalhista.
Guia prático: equipe enxuta, salão cheio
Como dimensionar a equipe pelo movimento real, usar o contrato intermitente sem dor de cabeça e deixar o autoatendimento pagar a conta, o manual de quem opera restaurante com margem. Receba o acesso na hora:
Perguntas frequentes
Quanto custa um garçom registrado para um restaurante?
Além do salário (piso típico entre R$ 1.600 e R$ 2.000, conforme a convenção coletiva da cidade), entram FGTS (8%), provisões de 13º (8,33%) e férias com 1/3 (11,11%), FGTS sobre essas provisões, provisão da multa de 40% do FGTS e benefícios como vale-transporte e alimentação. Na prática, o custo mensal fica em torno de 1,5× a 1,7× o salário registrado. Use a calculadora acima com os seus números.
MEI pode contratar funcionário?
Pode, exatamente um empregado, recebendo o salário mínimo ou o piso da categoria. O MEI recolhe 3% de INSS patronal sobre o salário (LC 123/2006, art. 18-C) mais 8% de FGTS. Esses 3% são uma linha que o Simples não tem na folha (lá a contribuição está embutida no DAS, sobre o faturamento), mas no total de tributos o MEI continua sendo o regime mais barato. Se precisar de um segundo funcionário, é hora de migrar para ME no Simples Nacional.
Empresa do Simples Nacional paga INSS patronal de 20%?
Nos anexos I a III (onde estão restaurantes, bares e lanchonetes), não: a Contribuição Patronal Previdenciária já está embutida na alíquota única do DAS. Por isso esta calculadora não soma os 20%. Diferente de calculadoras genéricas feitas para empresas do Lucro Presumido/Real.
A taxa de serviço (10%) entra no custo do funcionário?
Entra. Pela Lei da Gorjeta (13.419/2017), a taxa de serviço integra a remuneração do empregado e gera reflexos em 13º, férias e FGTS. O repasse em si vem do cliente, mas os encargos sobre ele saem do caixa do restaurante. A calculadora separa esses dois efeitos.
Posso chamar um 'extra' ou freelancer sem registrar?
Se a pessoa trabalha com habitualidade (todo fim de semana, por exemplo), pessoalidade, subordinação e recebe por isso, a lei considera vínculo empregatício. Não importa o nome que se dê. O 'freela fixo de sexta e sábado' é um empregado não registrado, e uma reclamação trabalhista pode cobrar retroativamente salários, férias, 13º, FGTS e multas.
O que é trabalho temporário de verdade, na lei?
É o contratado via empresa de trabalho temporário registrada no Ministério do Trabalho (Lei 6.019/74), por até 180 dias prorrogáveis por 90, para demanda complementar ou substituição. Chamar alguém direto 'por uns tempos' não é trabalho temporário legal. É informalidade.
Existe um jeito legal de ter equipe só nos dias de movimento?
Sim: o contrato intermitente, criado pela reforma trabalhista (Lei 13.467/2017). O funcionário é registrado, convocado com pelo menos 3 dias de antecedência e recebe por hora trabalhada (nunca abaixo do mínimo proporcional), com férias, 13º e FGTS proporcionais pagos junto. É a solução certa para o movimento de fim de semana.
Qual a multa por manter funcionário sem registro?
R$ 3.000 por empregado não registrado (art. 47 da CLT), reduzida para R$ 800 no caso de microempresa ou empresa de pequeno porte. Dobrando em reincidência. E a multa é só o começo: o passivo real está nas verbas retroativas de uma ação trabalhista e na responsabilidade por acidente de trabalho sem cobertura.
Funcionário de MEI pode receber gorjeta ou taxa de serviço?
Não. O empregado do MEI deve receber exclusivamente 1 salário mínimo ou o piso da categoria (LC 123/2006, art. 18-C), e o entendimento da Receita/fiscalização é que verbas variáveis (gorjetas, comissões, gratificações), descumprem esse limite, arriscando o desenquadramento do MEI. Horas extras e adicionais legais (noturno, insalubridade) são permitidos, pois decorrem de obrigação legal. Se o rateio de gorjeta é essencial na sua operação, o caminho é migrar para ME no Simples Nacional.
Como calcular a hora extra de um garçom?
Valor-hora = salário ÷ divisor da jornada (220 para 44h semanais, 200 para 40h). A hora extra paga no mínimo 50% a mais (convenções podem prever percentual maior). Se as horas extras são habituais, elas geram DSR (~1/6 do valor) e entram na base de FGTS, 13º e férias. A calculadora acima já faz esses reflexos.
O totem de autoatendimento substitui um garçom?
Ele assume o caixa e a fila, a parte mais repetitiva do atendimento, por cerca de R$ 450/mês, uma fração do custo de um funcionário. Nos clientes Cooki, o autoatendimento ainda aumenta o ticket médio em 17% em média. A equipe que fica passa a servir melhor, e o tablet de mesa completa a experiência.